Universidade do Estado do Rio de Janeiro  Laboratório de Ciências Radiológicas

A avaliação técnica em radioproteção tem como objetivo principal verificar o cumprimento das condições básicas em proteção radiológica, conforme determinado pela Portaria SVS/MS nº 453, de 1998.

Para as tecnologias não contempladas na legislação nacional, a avaliação técnica pelo UERJ/LCR/PRS utiliza como referência as recomendações estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organização que o Brasil é membro integrante.

Para realização desta avaliação técnica, testes são realizados nos equipamentos emissores de radiação ionizante a fim de verificar certos quesitos da qualidade do procedimento, certificando-se assim o cumprimento dos princípios básicos de proteção radiológica. A avaliação realizada regularmente garante a calibragem adequada dos equipamentos e, consequentemente, permite a otimização das doses administradas.

Como exemplo, a avaliação da Tomografia Computadorizada (TC) fornece informações que permitirão ao serviço de saúde verificar as condições de otimização de seus protocolos, o que pode aumentar a vida útil do tubo de raio X dos aparelhos averiguados. Também avalia se a imagem entregue ao médico atende aos padrões de qualidade estabelecidos pelas normas nacionais.

O LCR tem investido fortemente em profissionais e equipamentos que permitem a avaliação desses serviços sob padrões internacionais. Incluídos nestes equipamentos está o fantoma de qualidade de imagem desenvolvido pelo ACR (American College of Radiology - Colégio Americano de Radiologia), utilizado nos EUA como um dos indicadores para acreditação. Outro equipamento é o conjunto utilizado para dosimetria das radiações, que utiliza critérios que atentem aos padrões internacionais.

O PRS emite o relatório técnico, que contém os resultados desta avaliação, requisito principal para a emissão da licença pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado. Nosso relatório poderá apontar não-conformidades com a norma 453/98, que obrigatoriamente serão sanadas pela instituição vistoriada.




Confira abaixo quais os testes, medições e conferências são realizados pela equipe técnica do PRS.

Avaliações para liberação do Laudo de Proteção Radiológica

DOCUMENTAÇÃO E ESTRUTURA DA INSTITUIÇÃO

1.    Existência da Portaria SVS/MS nº 453/1998;

2.    Informação sobre a carga de trabalho da instituição:

- Existência de monitoração individual;

- Uso correto dos monitores individuais.

PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO

3.    Câmara escura em condições de penumbra (vedação do visor vermelho, com contact preto, para impedir entrada de luz na câmara);

4.    Condições de revelação radiográfica (manter o interior da cuba de revelação sempre limpo);

5.    Existência da tabela de tempo e temperatura para correta revelação radiográfica:

- Presença de cronômetro;

- Presença de termômetro de imersão;

6.    Condições de armazenamento dos filmes;

7.    Validade dos filmes e químicos utilizados na revelação radiográfica;

8.    Sistema de exaustão;

IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO

9.    Gerador;

10. Tubo;

11. Cabeçote;

12. Processadora:

- Fabricante;

- Modelo;

- Nº de série.

Obs: Em todos os itens acima deve constar de forma visível a identificação do Fabricante, Modelo e Nº de Série, ou Nº de patrimônio.

APARELHO INTRA-ORAL:
SALA DE RADIOLOGIA

13. Existência de apenas 1 equipamento instalado na sala;

14. Dimensões que permitam disparo a uma distância mínima de 2 metros do cabeçote;

15. Fechamento das portas de acesso durante exposições;

16. Sinalização luminosa nos acessos;

17. Existência do símbolo internacional da radiação ionizante;

18. Presença das seguintes advertências, conforme a Portaria SVS/MS nº 453/1998:

"Raios X, proibida a entrada de pessoas não autorizadas";

"Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devem informar o dentista antes da realização do exame radiológico";

"Paciente, exija e use corretamente a vestimenta plumbífera para sua proteção durante o exame radiográfico";

"Não é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante o exame radiográfico, salvo quando necessário e autorizado";

"Senhor acompanhante, quando for necessário conter o paciente, exija e use corretamente a vestimenta plumbífera para sua proteção durante o exame”.

19. Existência de pelo menos 1 avental plumbífero;

20. Existência de pelo menos 1 protetor de tireoide;

21. Estado de conservação dos equipamentos de proteção individual;

22. Condições de armazenamento dos equipamentos de proteção individual.

EQUIPAMENTO

23. Mínimo de 2 metros de cabo disparador;

24. O operador pode observar e ouvir o paciente durante as exposições;

25. Integridade do cabeçote;

26. Condição do sistema de suporte do cabeçote;

27. Condição da instalação elétrica;

28. Indicação da tensão do tubo de Raios X;

29. Precisão nas indicações pelo painel de controle;

30. Sinal luminoso e sonoro no momento da exposição pelo painel de controle;

31. Funcionamento correto do botão disparador;

32. Inexistência do controle de retardo automático de disparo;

33. Análise do localizador através da distância foco-pele;

34. Existência do protocolo de técnicas radiográficas.

TESTES

35. Sistema de colimação:

- Tamanho de campo.

36. Tensão do tubo de Raios X:

- Exatidão;

- Reprodutibilidade.

37. Tempo de exposição:

- Exatidão;

- Reprodutibilidade.

38. Qualidade do feixe de Raios X:

- Camada semi-redutora;

39. Blindagem do cabeçote:

- Fuga do cabeçote.

40. Blindagem da sala de exames:

- Levantamento radiométrico.

41. Forma de Onda.

42. Kerma no Ar na superfície de entrada (avaliação de dose de radiação).

APARELHO EXTRA-ORAL:
SALA DE RADIOLOGIA

43. Portas mantidas fechadas durante as exposições.

44. Existência de apenas um aparelho na sala.

45. Existência da cabine de comando para proteção do técnico.

46. Campo de visão oferecido pelo visor plumbífero.

47. Visualização e comunicação do técnico com o paciente durante o exame.

48. Dimensão e localização da cabine de comando.

49. Posicionamento da cabine de comando.

50. Símbolo internacional da Radiação Ionizante e advertência presente na face externa da porta de entrada da sala.

51. Sinalização luminosa e advertência acima da face externa da porta.

52. Presença das seguintes advertências, de acordo com a Portaria SVS/MS nº 453/1998:

 

"Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devem informar o dentista antes da realização do exame radiológico";

"Não é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante o exame radiográfico, salvo quando necessário e autorizado";

"Senhor acompanhante, quando for necessário conter o paciente, exija e use corretamente a vestimenta plumbífera para sua proteção durante o exame”.

53. Existência de pelo menos 1 avental plumblífero.

54. Estado de conservação dos equipamentos de proteção individual;

55. Condições de armazenamento dos equipamentos de proteção individual.

EQUIPAMENTO

56. Integridade do cabeçote.

57. Indicação luminosa da região irradiada.

58. Estado do sistema de freios de movimento da coluna.

59. Colimadores corretos.

60. Emissão de sinal sonoro e luminoso quando o feixe de Raios X for acionado

61. Indicadores de tensão(kV), tempo, mA e mAs são claros.

62. Integridade da instalação elétrica.

63. Botão disparador funcionando corretamente.

64. Tensão mínima do tubo.

65. Protocolo de técnicas radiográficas junto ao painel de comando.

TESTES

66. Blindagem do cabeçote:

- Fuga do cabeçote.

67. Blindagem da sala de exames:

- Levantamento radiométrico.

 

 

 

 

 

 

 

Avaliações de proteção radiológica para liberação dos laudos de mamografia

A avaliação técnica pelo UERJ/LCR/PRS em serviços de mamografia atualmente realiza 40 testes a campo, avaliando modo de aquisição convencional e magnificação (em instituições que a realizam), e 49 avaliações de itens indispensáveis para o cumprimento da proteção radiológica na rotina clínica. 

Para cada processo na formação da imagem radiográfica, um a três testes são realizados para que a avaliação técnica pelo permita apontar possível(is) causa(s) de problemas detectados, para que assim o gestor possa identificar as ações de correção. 

               

                 

Cabe salientar que a avaliação técnica realizada pelo UERJ/LCR/PRS não consiste no Programa de Garantia de Qualidade que a legislação nacional exige. Nesta, somente alguns testes são realizados com o propósito de verificar, no dia da visita técnica, as condições e desempenho do serviço de mamografia sob o aspecto de proteção radiológica.

 

 

 

 

Avaliações de proteção radiológica para liberação do laudo de tomografia computadorizada (TC) 

A visita técnica do LCR em TC possui dois olhares: um olhar para a documentação; outro olhar para as condições técnicas de funcionamento dos aparelhos de TC. 

Na avaliação documental estão incluídos, por exemplo: 

  • A avaliação da sinalização obrigatória; verificação da aplicação dos cursos periódicos de proteção radiológica, ministrados pela instituição para a equipe de radiologia; existência de monitoração pessoal para a equipe de radiologia; verificação da validade da licença fornecida pela VISA; existência de memorial descritivo, dentre outros; 

Na avaliação das condições técnicas de funcionamento estão incluídos: 

  • Avaliação da blindagem da sala; avaliação da dose de radiação administrada aos pacientes (dosimetria), baseando-se nas configurações dos aparelhos de TC; avaliação da qualidade de imagem, quando é verificado se a espessura de corte selecionada no aparelho é a mesma que o aparelho realiza efetivamente; se a mesa se desloca o mesmo comprimento que foi programado; se a marcação feita com o laser condiz com a posição em que os raios x serão irradiados; se o contraste apresentado no exame permite que sejam visualizadas todas as estruturas anatômicas necessárias para uma boa análise das imagens, dentre outros. 

 

 

 

Avaliações de proteção radiológica para liberação do laudo de raio X 

  1. A avaliação visual do ambiente de atendimento e trabalho tem a finalidade de disponibilizar para operadores e pacientes os recursos de segurança e alerta que a norma requer. São avaliados:
    • Existência de avisos de proteção radiológica para paciente e acompanhante (Anexo 1) em local visível e protocolo de técnicas radiográficas; 
    • Existência e local de guarda de VPI’s (Anexo 2); 
    • Existência de contato audiovisual durante toda a exposição de forma correta; 
    • Integridade física e elétrica do equipamento; 
    • Tamanho do cone localizador e do cabo disparador; 
    • Funcionamento do botão disparador e controle de retardo automático de exposição;
    • Processamento radiográfico (Anexo 3); 
    • Documentação (Anexo 4). 
  2. A avaliação do desempenho do equipamento tem como objetivo produzir imagem de alta qualidade minimizando custo* e exposição para pacientes e operadores. São avaliados:
    • Sistema de colimação;
    • Quilovoltagem;
    • Tempo de exposição;
    • Filtração;
    • Fuga de cabeçote
    • Levantamento radiométrico.

* Evita a repetição de exame diminuindo o desperdício de películas radiográfico e químico e consequentemente prolongando a vida útil do equipamento. 

Anexo 1: 

  • Símbolo internacional da radiação ionizante e a advertência de  restrição à entrada “Raios - X, proibida a entrada de pessoas não  autorizadas” afixados na(s) face(s) exterior(es) da(s) porta(s) de  acesso à sala de radiografia em tamanho e locais visíveis; 
  • "Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devem informar o  dentista antes da realização do exame radiológico" 
  • "Paciente, exija e use corretamente a vestimenta plumbífera para  sua proteção durante o exame radiográfico” 
  • "Não é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante  o exame radiográfico, salvo quando necessário e autorizado” 
  • "Senhor acompanhante, quando for necessário conter o paciente,  exija e use corretamente a vestimenta plumbífera para sua proteção  durante o exame radiológico” 

Anexo 2: 

  • Avental plumbífero que garante a proteção do tronco do paciente, 
    inclusive das gônadas (mínimo 01 unidade) 
  • Protetor de tireoide (mínimo 01 unidade) 

Anexo 3: 

  • Existência de uma câmara portátil confeccionada ou revestida com  material opaco; 
  • Condições de higiene da câmara escura; 
  • Existência de tabela de tempo e temperatura, termômetro de imersão 
  • (serve o que é usado em aquário) e cronômetro; 
  • Verificação de onde são armazenados filmes e químicos usados na  revelação; 

Anexo 4: 

  • Portaria MS/SVS 453/98 – Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica; 
  • Memorial Descritivo de Proteção Radiológica*; 
  • Certificado de curso de proteção radiológica (anual) dos funcionários  ocupacionalmente expostos*; 
  • Contrato do serviço de monitoração individual e relatório do último mês  (no caso em que a carga de trabalho seja superior a 20  radiografias/semana); 
  • Disponibilidade do Alvará em local visível ao público*; 
  • Contrato com firma terceirizada para tratamento e descarte de rejeitos  químicos de processamento*. 

* Requisitos de responsabilidade de verificação da VISA 

Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã - Pavilhão Haroldo Lisboa da Cunha, sala 136 Térreo - CEP 20.550-900

Telefone: +55 (21)2334-0725 | 2334-0726 | 2334-0727 Fax: +55 (21)2334-2143

Email: laboratoriolcruerj@gmail.com

Horário de funcionamento: 09:00 às 17:00

loading

Aguarde...